Depois de um longo período sem postar nada, estava pensando sobre o que escrever quando me deparei com um problema: atender criança.
Calma, o problema não é atender a criança, até porque gosto muito de crianças! Mas que material utilizar num atendimento infantil... Fui pega de surpresa com a chegada da criança, pois atualmente atendo basicamente adultos (simplesmente porque esta tem sido a procura). Bom, o caso é que lá fui eu montar minha caixa lúdica para atender e... O que se coloca mesmo na caixa lúdica?? Confesso que fiquei pensando se não estava esquecendo nada e fui procurar na internet um texto que falasse da montagem da caixa. Minha surpresa é NÃO ACHEI um que me ajudasse! Pelo contrário, achei algumas pessoas que também estavam atrás dessa informação... E aqui estou eu, olhando os textos da faculdade e alguns livros atrás disso...
Primeiro quero dizer que a postagem é um guia para os aflitos como eu e não uma determinação do que é certo ou errado, mesmo porque o conteúdo da caixa irá variar de acordo com a idade da criança, com as condições da sala e com as condições e necessidades do terapeuta. Sugestões, comentários e opiniões são sempre bem-vindos!
Certo, vamos lá! Estou usando como texto base o capítulo "A hora de jogo diagnóstica" (referência abaixo), ok?
As autoras propõem que a caixa tenha materiais estruturados e não estruturados como:
- papel
- lápis e cor e preto
- giz de cera
- tesoura sem ponta
- massa de modelar de diversas cores
- borracha
- cola
- apontador
- barbante
- bonecos
- bonecos de animais selvagens
- bonecos de animais domésticos
- carrinhos
- aviõezinhos
- xícaras, píres e colherinhas
- cubos de tamanho médio
- giz
- bola
Elas propõe que a caixa fique aberta e que o material fique fora da caixa, acessível para a criança.
Eu incluí nesta lista, jogos adequados à idade da criança (dominó, dama, jogo da memória, senha, cara a cara, etc), que me permitem verificar a reação da criança ao perder/ganhar um jogo e o raciocínio que utiliza para jogar (estratégias, uso ou distorção das regras, etc).
Além disso, estou usando o livro "Descobrindo Crianças" da Violet Oaklander, que dá idéias incríveis de formas de acessar o mundo infantil e, da leitura do livro, surgem outras idéias de materiais a serem acrescentados na caixa, dependendo da queixa, da idade da criança e da "personalidade" (mais agitada ou tranqüila, gostos, brincadeiras prediletas, etc).
Espero que essa postagem dê uma luz a quem precisa e estimule o atendimento a crianças!
Saudações Psis
Referências
- EFRON, Ana Maria, FAINBERG, Esther, KLEINER, Yolanda, SIGAL, Ana Maria e WOSCOBOINIK, Pola. A hora de jogo diagnóstica. in: OCAMPO, Maria Luisa. O processo psicodiagnóstico e as técnicas projetivas. Ed. Martins Fontes, São Paulo, 2001.
- OAKLANDER, Violet. Descobrindo crianças. Summus Editorial, São Paulo, 1980.


